O sistema da Receita Federal sabe exatamente quanto entra e quanto sai da sua conta via Pix. O problema não é receber o dinheiro, mas sim não conseguir provar a origem dele.
Aqui estão os três erros que mais levam autônomos para a malha fina:
- Dinheiro sem lastro (O "Pix Fantasma"): Você recebe R$ 1.500 de um cliente pela pintura de uma casa, R$ 800 por um conserto de computador ou R$ 2.000 por uma consultoria. O dinheiro entra, mas não há nenhum documento legal que comprove que aquilo foi fruto de um trabalho. Para o leão, isso é aumento de patrimônio não justificado.
- A bagunça entre CPF e CNPJ: Muitos MEIs recebem o pagamento dos clientes na conta pessoal (Pessoa Física) em vez da conta da empresa. Quando o cruzamento de dados acontece, a Receita entende que a pessoa física teve um rendimento alto não declarado, gerando multas pesadas.
- Receber sem especificar o "Referente a": Deixar o governo tentar adivinhar de onde veio o seu dinheiro é o caminho mais rápido para ter as contas travadas. Uma transação comercial precisa de uma descrição clara sobre qual serviço foi prestado.

